sábado, 1 de abril de 2017

Sobre o processo de conhecer outras pessoas.

Estar em um novo lugar é sempre muito engraçado pra mim.
Porque observar as pessoas é engraçado.
E porque a reação das pessoas por eu não estar no grupo que precisa ser aceito por todo mundo é engraçado.


Vamos lá, de todos os aspectos que meu signo solar poderia se demonstrar, ele escolheu ser mais forte no que diz respeito à interação humana. Sendo mais cética, ano passado eu passei por poucas e boas graças à alguém em quem eu confiava muito e tinha uma relação intensa. Esse ano tô umas 300 vezes mais cuidadosa, e não to encarando como algo ruim, como uma pessoa amargurada ou traumatizada. Apenas uma questão de segurança que só pode trazer benefícios, enfim.
Imagem relacionadaContinuando no primeiro fator, eu realmente não gosto e não sei iniciar conversa na tentativa de iniciar amizade com alguém que tem o mínimo de chance de ser compatível comigo. Desculpa, é meu jeitinho. Não só acho perda de tempo como extremamente desconfortável. Você fica lá, sondando os assuntos pra ver sobre o que vocês podem estabelecer uma conversa e até isso ser definido vocês tem uns diálogos desinteressantíssimos. Então quando vocês acham algo - coisa que nem sempre acontece - precisa falar cuidadosamente qual a sua opinião sobre aquilo porque você não sabe a do amiguinho. É um porre, eu não tenho paciência pra isso.

Pra evitar isso, eu fico no meu cantinho até avistar alguém que pareça interessante, que o desgaste possa valer à pena. O problema é que enquanto eu tô quieta calmamente fazendo essa observação, as pessoas estão interagindo. E quando elas veem que eu não estou fazendo o mesmo, a obrigação social diz que elas precisam me incluir nesse hábito frustrante. Então eu sou bruscamente tirada da meditação interna pra essas conversas chatas.
Eu não sei porquê eu ficar distante ou quieta incomoda tantos aos outros. Eu juro, não é timidez. Eu posso falar com você se eu achar que isso vai me acrescentar minimamente. E não é menosprezando as outras pessoas, mas é que somos todos muito diferentes. E juro, esse meu método dá muito certo.
O mais embaraçoso não é vocês acharem que estão meu excluindo ou que eu sou excluída - de fato sou naturalmente um pouco - mas é eu ter que negar essa interação à vocês ou me sentir incomodada até sutilmente sair dessas conversas chatas.

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Bom, a questão é que apesar desse assunto ser tão batido, passei a notar na pele a necessidade das pessoas de serem aceitas pelas outras. Não importa o quanto você pense "foda-se", no outro dia você tá lá, no meio da roda, rindo de uma referência que você sequer entendeu. Eu sei que isso é absolutamente normal, que não fomos feitos para estar sozinhos e por isso vivemos em sociedade. Mas afinal, até onde isso é prejudicial?
Eu acho que esse desespero por ter amigos, ser aceito, etc, nos deixa limitados sobre o que podemos fazer. Em resumo, nos impede de ser inteiramente nós mesmos.
O que me intriga é esse comportamento permanecer depois de séculos de filmes de comédia adolescente da Disney.

Bom, fica dois recados nesse desabafo meio post conscientizador: respeitem o tempo das pessoas, cada qual tem a sua forma de lidar com as coisas e forçar só vai causar desconforto. Relaxem.
Segundo, as pessoas que tiverem que estar do seu lado, estarão. Você não é um lobo solitário, mas é o necessário de auto-suficiente. Não precisa ficar com medo ou desespero. Relaxe.

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