domingo, 13 de novembro de 2016

Contando sem motivos a minha saga na volta pro RPG

Em 2013 eu conheci o maravilhoso mundo do RPG. Ou "role-playing games". Pra alguém que já era apaixonada por Senhor dos Anéis (a base do primeiro RPG - Dungeons and Dragons) não foi muito difícil me apaixonar por esse pilar da cultura nerd.
Jogava com uns moleques da escola - eu fazia técnico em Informática, não é muito difícil de achar esses caras - um RPG com temática Apocalipse Zumbi, bem The Walking Dead mesmo. Eu não entendia muito sobre a função dos dados - que a gente usava pelo celular, num programinha! O bagulho era hardcore mesmo -, a montagem de personagem, enfim, nada sobre a construção daquilo mas me dava muito bem com a jogabilidade.
Só que esses moleques também não eram os melhores no que faziam, e sintetizando, a narração era meio cagada.
Então, eu me apaixonei e depois fui largada pra sempre. Porque o tempo passou e eu me afastei completamente dessa galera, me envolvi em outros meios, outros interesses,... Confesso que no círculo de amigos que eu to é difícil achar alguém que jogue RPG - DE MESA!
O autêntico, original.

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Me apaixonei por Stranger Things a partir daí, hahah

Jogar Diablo não me satisfaz mais. Esse foi o pensamento que me perseguiu nos últimos meses, mas o Enem não me deixava desenvolvê-lo. Agora passou, e voltei a pensar nisso. Não só pensar como sair perguntando pra geral. Achei dois moleques que acabaram dando pra trás. Desânimo...

Até que uma amiga me chamou pra fumar na casa de um amigo dela que eu já conhecia mas não tinha muita intimidade. Começamos a trocar ideia e ao perceber as coisas que compunham ele eu perguntei "tu curte rpg de mesa?". O que aconteceu com os olhos dele é semelhante a mim quando vejo lasanha ou sei lá.
"CURTO. TENHO. QUER VER?"
"Porra, claro. Pega lá!"

Ele me veio com esse livro:
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É um RPG brasileiro que tem 17 anos. Esse livro, uns 15.

"Guerreiros. Magos. Monstros. Deuses. Você."

Tormenta é o cenário de RPG mais popular do país.
Nascido em 1999 nas páginas da revista Dragão Brasil







Fui folheando e comentando e ele me explicando e eu me encantando.
Você não pode vir com um rpg medieval pra cima de mim e não querer ter pelo menos 40min de papo sobre ele.

"A Deusa da Humanidade foi transformada em uma estátua. A Aliança Negra dos Goblinóides avança implacável sobre o Reinado. Os Lordes da Tormenta lançam tempestades de sangue e demônios. Este é um mundo de dragões-reis gigantescos, sumo-sacerdotes invencíveis e conflitos entre deuses. Um mundo que precisa desesperadamente de heróis.

Você aceita ser um deles?"

Pra resumir, achei bem foda (óia essa lista de magias e o manual de criação de monstros!)! Uma crítica ou outra que li na internet são mais comparações com as outras edições do jogo (essa é a terceira), então tô otimista.

Aí fui pro que realmente importa: "mas você narra?"
"sim".
Poorra, aí eu é que brilhei os zói!
Achei o narrador, exatamente o cara que eu tava procurando.

Ele me disse pra montar o grupo que a gente se reúne semanalmente. Sigo na busca pelos outros integrantes. E por dinheiro para a compra dos dados.

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