segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Capitão Fantástico contemplation post.

Fui pra casa da Anna em um dia de bad. Ela prometeu me dar amor, carinho e distração. Nem alcóol tinha, era intenção boa mesmo. Comemos uma pizza daquelas congeladas - conseguimos não queimar - e depois deitamos pra ver esse filme. Ela já tinha feito um escândalo no Twitter dizendo que eu precisava ver, visto 3 vezes e me dito umas 300 pra ver. Só estréia aqui mesmo em 8 de dezembro, mas é que o pai da Anna acha umas coisas incríveis em partes da internet que eu ainda não conheço.

Bem, assistir Capitão Fantástico foi uma das melhores coisas que eu já fiz na vida com certeza.
(tão bom que nem entrará na lista das coisas que vi chapada e achei sensacionais, vale um post só pra ele).
*CÊ PODE SÓ DESCER E VER O VÍDEO DA MELHOR CENA DO FILME!*

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"Ben é o pai de seis crianças, que decide fugir da civilização e criar os filhos nas florestas selvagens do Pacífico Norte. Ele passa os seus dias dando lições às crianças, ensinando-os a praticar esportes e a combater inimigos. Um dia, no entanto, Ben é forçado a deixar o local e retornar à vida na cidade. Começa o aprendizado do pai, que deve se acostumar à vida moderna."

O cartaz dá a impressão que o filme é uma versão mais cult de Pequena Miss Sunshine, mas eu juro que tá mais pra Na Natureza Selvagem - a temática é a mesma, misturada com socialização infantil (Dente Canino, O Quarto de Jack, até mesmo Precisamos Falar Sobre o Kevin, sacou?)

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A construção dos personagens é incrível, ainda que não haja um aprofundamento específico em nenhum deles, conseguimos ver seu interior a todo tempo. Destaque pra Viggo Mortensen (Ben), que leva seu personagem desde o ponto em que sentimos raiva até o ponto em que sentimos compaixão - esses são os melhores, né? - e George MacKay (Bodevan), que fez um dos melhores personagens adolescentes que eu já vi: passou ingenuidade e inteligência como só a temática desse filme conseguiria fazer. Na verdade, todas as "crianças" merecem elogios, belas interpretações que contribuem demais pra construção dessa obra, em nenhum momento a gente duvida de irmandade entre eles.

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O filme brinca com as noções de certo e errado o tempo inteiro - criticando ao outro e a sí mesmo -, e te faz refletir e questionar. Além de bater na tecla do "O que é aprendizado? O que é conhecimento? - Vivência ou intelecto?" E a trama prova que é um dilema inútil, nenhum é mais importante que o outro, o equilíbrio é essencial. É pra provando isso que o filme faz uma crítica ou outra ao modo de viver atual. Mas não de uma maneira piega, mas a combinação perfeita entre o sentimentalismo bobo e a crítica forte e quase natural (quando a trama leva sutilmente à reflexão).

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Algo que também merece comentários é que em um determinado momento o filme nos ilude com uma desilusão, como se dissesse que é mesmo tudo uma utopia, não tem chance de uma ideia tão incrível dar certo (como dizem sobre o socialismo, entende?) e o final te prova que não. O final é que apela ao equilíbrio que eu já citei.

E o que é essa paleta de cores e fotografia? Fortes, vibrantes, excêntricas, chamativas, acordadas o-tempo-todo. Incrível.

Pra te convencer de vez que gastar seja lá quanto o ingresso pro cinema da sua cidade for nesse filme, digo só mais uma coisa: conseguiram fazer até Sweet Chid O'mine ficar maravilhoso. Sério, a cena com a trilha sonora dessa música tá com certeza no meu top 5 de melhores cenas. (Eu juro que vou baixar essa porra e ouvir no fone de ouvido).


hello, little bird. my face is mine, my hands are mine, my mouth is mine, but i’am not. i am yours.

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