segunda-feira, 18 de abril de 2016

Por que O Regresso trouxe a famigerada estatueta para Di Caprio?

ATUAÇÃO


Apesar de já começar com uma batalha entre índios e homens brancos, grande parte do filme é parado e DiCaprio quase não tem falas, já que passa a maior parte do tempo sozinho. Assim, é surpreendente quando notamos que compreendemos e desenvolvemos uma empatia enorme pelos sentimentos do protagonista durante a trama.

As expressões faciais, os grunhidos, o jeito de andar. Leonardo DiCaprio se dedicou muito e utilizou todo tipo de expressão corporal para demonstrar a enorme angústia e tristeza de seu personagem da forma mais realista possível. 




Com esse desempenho… ele merece, vai!




Mas ele não é o único que merece destaque, Tom Hardy, que é John Fitzgerald no filme, se saiu um ótimo ator coadjuvante, de forma a também se tornar merecedor de um prêmio - apesar de todos terem saído do cinema com raiva de seu personagem. 

A TRAMA




O enredo do filme acompanha os sentimentos dos personagens: é denso e intenso. A angústia nos acompanha durante todos os 156min. EN TRE TAN TO não esperem um filme cheio de movimentos ou onde o protagonista tem um explícito objetivo traçado, realiza ele, e então acaba sua dor encontrando a felicidade. Isso não vai acontecer, e esperar esse tipo de trama pode fazer você pensar “ué, acabou?” quando os créditos começarem a aparecer.



O drama do protagonista não é unicamente sobre o caminho sofrido que ele tem que percorrer, mas também envolve uma história de amor com final trágico e um problema ocorrido durante o filme. 

GUARDEI O MELHOR PARA O FINAL
A FOTOGRAFIA/CÂMERA




Simplesmente magnífica. Acompanhou perfeitamente a história, e foi essencial para a sensação de que estávamos vivendo aquilo ali ao lado de todos os personagens. O foco na lua, nas florestas, nas montanhas e na neve, além de servir para mostrar melhor o belo cenário onde a trama se passa, nos abalavam, aumentavam a sensação de angústia e ao mesmo tempo, esperança. Quase um paradoxo, mas é o que a fotografia desse filme faz com a gente. Pra mim, um trabalho perfeito.





Outro aspecto positivíssimo, foi o foco em algumas ações do protagonista que enfatizava o aspecto totalmente selvagem em que ele estava vivendo. Focos que faziam algumas pessoas abrirem a boca em um “o”, sentirem arrepios, ou simplesmente fecharem os olhos. Deu ainda mais intensidade ao filme e mostrou um cinema nu e cru.
(Além dessas cenas terem um contraste incrível, nessa paisagem de neve e mais neve, que pessoalmente eu amei!)




AH, E É HISTÓRIA REAL! (e tem livro)





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